O Mistério de Anastasia Romanov

10:32 / Postado por karina regina /



Olá, amigues pelo mundo... Sou nova por aqui e resolvi estrear com um post sobre a família real russa Romanov. (Vou tentar não apelar para o meu lado professora de História, okay?). Depois de tanto filminho água-com-açúcar e até desenho (que, fique claro, NÃO é da Disney, é da FOX), o mistério a respeito da suposta sobrevivência da filha mais nova do czar Nicolau II foi finalmente solucionado em abril de 2008, graças um arqueólogo russo e vários testes de DNA.

Anastásia Nikolaevna Romanov (a moça circulada na imagem, junto dela: sua mãe Alexandra e as irmãs Olga, Tatiana e Maria) nasceu dia 18 de junho de 1901, sendo a quarta filha do czar russo Nicolau II e da imperatriz Alexandra Feodorovna de Hesse. O nome da menina foi escolhido por causa de Anastasia da Rússia, do século XVI, responsável por dar à família Romanov o seu direito ao trono. Para celebrar o seu nascimento, o pai, Nicolau II, libertou um grupo de estudantes presos no Inverno anterior (a situação na Rússia nessa época não era lá muito amigável, como se pode ver). Diferente do que muitos disseram, Anastasia Romanov era um pequeno DEMÔNIO, estando sempre a fazer imitações dos outros membros da corte e só sossegando quando tomava uma bronca do papai czar. Ela era muito apegada ao irmão caçula, Alexei, que vivia doente por culpa da hemofilia. A mamãe imperatriz não pensou duas vezes em pedir ajuda ao famoso Rasputin, um homem místico famoso por... hum... seu “pequeno” órgão sexual (atualmente exposto num museu, sendo que o desgraçado precisou de veneno, tiro e uma bela hipotermia para abandonar este mundo, acredite se quiser).

Linda e atribulada vida no palácio, desgraça e fome nas cidades e zonas rurais. O clima naquela região não é lá muito bom para a agricultura e nosso amigo Nicolau não estava tão preocupado com a extrema pobreza do seu povo, e sim com a renovação industrial, colocando seu país no mesmo nível em que estavam as grandes potências européias. Formou-se uma classe operária de 3 milhões de pessoas, que recebiam salários miseráveis e trabalhavam de 12 a 16 horas por dia. As idéias socialistas logo se espalharam, levando à Revolução Russa, em que o partido Bolchevique derrubou o czar russo e procurou restaurar uma república (que acabaria dando origem a União Soviética, existente até 1991).

Anastásia e a família foram colocados em prisão domiciliar no Palácio de Alexandre em Czarskoe, onde ficaram por um bom tempo (já que os Bolcheviques estavam tentando negociar com o kaiser alemão, primo do czar, a troca dos Romanov por uma bela quantia de dinheiro, só que o cara não estava interessado...). Até que um dia, os guardas que os vigiavam mandaram Nicolau, a esposa e os filhos se arrumarem e descerem, com a desculpa de que precisam tirar uma foto para comprovar que ainda estavam vivos. Aconteceu que enquanto eles ficavam lá sentados esperando ver um flash levaram um monte de balas em tudo quanto é lugar do corpo. As três filhas Romanov tinham escondido jóias nos espartilhos, o que fez algumas das balas ricochetear, fazendo os soldados pensarem que elas tinham algum tipo de proteção divina. Mas no fim, toda a família foi assassinada e devidamente enterrada no jardinzinho mais próximo.

Os arqueólogos só tinham descoberto as arcadas de cinco membros da família: o czar e a imperatriz e mais três meninas, faltando encontrar os restos de uma das filhas mais novas (Maria ou Anastasia) e do menino Alexei. Isso inspirou os boatos de que Anastasia havia sobrevivido, sendo que até uma tal Anna Anderson alegou a vida inteira ser a bendita grã-duquesa. Enfim... tudo mentira. Os arqueólogos acharam os dois corpos que faltavam, o que garante que todos os Romanov foram mortos juntos. Nada de menininhas abandonadas pelo mundo sem memória. Um dos grandes mistérios do século passado foi finalmente resolvido, sem glamour nenhum (e que aqueles que choraram assistindo Anastasia não leiam isso).




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1 comentários O.o:

Anônimo on 10 de julho de 2011 00:43

Só para esclarecer: Anastasia não era um DEMÔNIO. Era sim um apelido dela por ser travessa e não ter comportamento timido e feminino das irmãs, o que era de se esperar de uma princesa.

Mas ela não era má, maliciosa. Através das cartas e diários das pessoas que viviam na corte, ela é citada até mais de uma vez como bastante humilde.

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